Energia solar fotovoltaica no setor rural ultrapassa R$ 1,2 bilhão em investimentos no Brasil

Procel Info – 30.03.2020
São Paulo – De acordo com mapeamento exclusivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), os investimentos em geração distribuída solar fotovoltaica nas propriedades rurais já passam de R$ 1,2 bilhão no País. Segundo a entidade, os produtores rurais representam atualmente 8,7% da potência instalada na geração distribuída a partir do sol no Brasil.

No acumulado, a geração distribuída solar fotovoltaica possui cerca de 2,3 gigawatts (GW) de potência instalada, incluindo residências, comércios, indústrias, produtores rurais, prédios públicos e pequenos terrenos. Com um total de aproximadamente 200 mil sistemas em operação, a fonte solar fotovoltaica corresponde a 99,8% das conexões da modalidade no País, sendo a líder do segmento.

O levantamento da ABSOLAR mostra que, no total, já são mais de R$ 11,9 bilhões em investimentos acumulados desde 2012 na geração distribuída solar fotovoltaica, espalhados pelas cinco regiões nacionais. Com isso, a tecnologia solar fotovoltaica está presente em mais de 79,9% dos municípios brasileiros.

Em número de sistemas fotovoltaicos instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 72,60% do total. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (18%), consumidores rurais (6,3%), indústrias (2,7%), poder público (0,4%) e outros tipos, como serviços públicos (0,04%) e iluminação pública (0,01%).

“O uso da energia solar fotovoltaica junto ao agronegócio traz ganhos de competitividade aos produtores rurais, pois reduz os custos com eletricidade, aumenta a segurança elétrica, protege o consumidor contra os aumentos das tarifas de eletricidade, aumenta a oferta de energia elétrica na propriedade rural, torna a produção no campo mais limpa e sustentável e agrega valor à marca do produtor rural”, comenta Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR.

Rodrigo Sauaia, CEO da entidade, destaca que há diversas aplicações da energia solar fotovoltaica no setor rural. “A tecnologia é extremamente versátil e pode ser utilizada no bombeamento e na irrigação de água, na refrigeração de carnes, leite e outros produtos, na regulação de temperatura para a produção de aves e frangos, na iluminação, em cercas elétricas, em sistemas de telecomunicação, no monitoramento da propriedade rural, entre muitas outras funcionalidades. A sinergia entre o agro e a solar fotovoltaica é enorme”, explica Sauaia.

*Com informações do site O Nortão

Mercado de Energia Solar Triplicou no Brasil no Último Ano

O Brasil é um país de grande irradiação solar e a cada dia que passa a população está mais consciente e disposta a aproveitar melhor essa possibilidade.

Prova disso é que em 2019 o número de instalações de sistemas de energia solar fotovoltaica triplicou (114 mil sistemas) em relação ao ano de 2018 (35 mil sistemas).

Hoje, quase 196 mil brasileiros já usufruem da tecnologia para obter redução de até 95% nas contas de luz e proteção contra aumento no preço da energia elétrica.

De acordo com uma pesquisa realizada pela empresa Greener, 92,7% desses consumidores alegam ter optado pelo sistema pela economia mensal na conta.

Somente no estado de São Paulo, o número de instalações em 2019 cresceu mais 185%, sendo 177,8% em painel solar residencial, 216,4% no comercial e 256,8% em áreas rurais.

De acordo com Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), mesmo avançando no setor, o Brasil ainda tem um número de sistemas pequeno e está uma década atrasado.

Sendo o país com o maior potencial para a produção de energia solar em todo o mundo, com clima amplamente favorável à geração solar, a previsão do órgão é que o número de sistemas conectados à rede cresça 170% este ano e atinja 887 mil em 2024.

As instalações em 2020 também devem atrair investimentos três vezes maiores que em 2019, podendo chegar a 16,4 bilhões de reais.

De acordo com Adalberto Maluf, diretor de marketing e sustentabilidade da empresa chinesa BYD; 2020 será o ano da energia fotovoltaica no brasil.

Consequentemente, empresários apostam na franquia fotovoltaica como modelo de negócio em alta no mercado brasileiro durante os próximos anos.

O número de empresas especializadas no Brasil ainda é pequeno, mas tende a crescer junto com o segmento e ser uma das grandes apostas de investimento para empreendedores.

Por: Juliana Padua – Agência #movidos

Fonte: camaradecultura.org

Energia Solar: o melhor investimento!

Publicado em 4 de setembro de 2017 por incentive. Quando se fala em gerar a própria energia o principal argumento apresentado é a redução na sua conta de energia, mas já parou para pensar que adquirir um sistema solar fotovoltaico é mais do que uma simples economia, é também um investimento. E não apenas um investimento qualquer, mas o melhor investimento para fazer com aquele seu dinheiro que está parado na poupança ou em outra aplicação financeira que rende bem pouco ou que possui altas taxas de administração. Nesse artigo vamos te mostrar por que energia solar é o melhor investimento a se fazer!Energia Solar como um investimento!Quando apresentamos um orçamento para um potencial cliente, muitos veem pelo ângulo errado. Muitos acham que adquirir um sistema solar fotovoltaico é um custo e não conseguem enxergar no longo prazo o retorno financeiro que terão ao gerar a própria energia. Talvez até mesmo pela dificuldade dos agentes do setor em comparar a energia solar com demais investimentos.

A aquisição de um sistema solar fotovoltaico pode ser percebida como uma aplicação financeira e a economia na conta de energia como os rendimentos proveniente dessa aplicação. Se comparado a outros investimentos, a energia solar se mostra como o melhor investimento para ser feito por pessoas com perfil mais conservador. Melhor do que aplicar seu dinheiro na poupança, em letras do tesouro nacional ou até mesmo em imóveis é adquirir um sistema solar fotovoltaico para sua residência ou empresa.Energia Solar versus outros investimentos.

Assim como os investimento citados anteriormente, a energia solar é um investimento seguro, já que existe uma resolução normativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) que regula sobre o acesso a geração distribuída por parte dos consumidores junto as concessionárias de energia. Além é claro de outras vantagens que nem todos os demais investimentos possuem.

Uma dessas vantagens é a liquidez, já que após o sistema instalado você poderá “sacar” os seus rendimentos todo o mês com a economia que você terá na conta de energia. Ao invés de você pagar determinado valor para a concessionária de energia, você poderá pegar esse dinheiro para usar da maneira que achar melhor ou até mesmo fazer um novo investimento, como abordaremos mais adiante.Outra vantagem é que você não terá um custo de administração a ser pago para um corretor todo o mês. O sistema solar fotovoltaico exige pouca manutenção, recomendamos que seja feita uma manutenção preventiva ao menos uma vez ao ano para limpeza dos módulos e verificação do cabeamento.Se comparado ao investimento imobiliário é ainda melhor, pois com um sistema solar fotovoltaico você não se preocupará com inquilinos, reformas, impostos, custos administrativos e outras preocupações que todo mundo que coloca um imóvel para alugar possui. Além de que se colocado na ponta do lápis, você verá que os rendimentos são ainda melhores com um sistema solar fotovoltaico.Além disso tudo, ao analisar o rendimento dessas aplicações será possível perceber que investir em energia solar gerará um retorno muito maior para você com o mesmo nível de segurança. Sendo que esse rendimento pode ser ainda maior caso você aplique o dinheiro economizado com sabedoria.

ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA: QUANDO OS BENEFÍCIOS SUPERAM, DE LONGE, OS CUSTOS

Estadão 

Foram raras as vezes em que uma proposta no setor elétrico causou tanta mobilização do País, como a observada nas últimas semanas no debate sobre mudanças regulatórias da geração distribuída. Desde que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou sua proposta preliminar, que sugere uma cobrança de até 60% sobre a energia elétrica injetada na rede pela geração distribuída, a sociedade não se furtou em assumir uma posição clara e firme sobre a questão.

Em praticamente todas as regiões do País, consumidores, personalidades, lideranças políticas, especialistas, empresários e jornalistas têm se mobilizado em defesa da liberdade do cidadão de gerar e consumir a própria eletricidade renovável em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos. Talvez, apenas o “apagão”, vivenciado pela sociedade em 2001, tenha causado uma sensibilidade e provocado um engajamento tão marcante da sociedade, como o que se observa neste momento.

A explicação a esta forte movimentação, acompanhada de amplo descontentamento da sociedade, está no visível desequilíbrio da proposta de mudança regulatória apresentada pela Aneel no dia 15 de outubro de 2019. Em especial, pelo fato dela desconsiderar importantes benefícios da geração distribuída solar fotovoltaica em prol da sociedade brasileira. Por meio de uma mudança profunda e bastante negativa da metodologia utilizada para avaliar o valor que a geração distribuída agrega à sociedade, o regulador passou a considerar que a modalidade traz poucos benefícios à sociedade, mudando o foco de sua avaliação para os custos.

Trata-se de uma análise incompleta, já que a geração distribuída solar fotovoltaica agrega amplos benefícios ao País. Os ganhos vão desde aqueles específicos ao setor elétrico e aos consumidores, como a postergação de investimentos em novas usinas de geração, linhas de transmissão e infraestrutura de distribuição, a redução de perdas elétricas ao sistema, o alívio na operação das redes pelo efeito vizinhança, a diversificação da matriz elétrica e o aumento da segurança de suprimento, entre outros. Adicionalmente, há também os relevantes ganhos econômicos e sociais, com a geração de emprego e renda, o aumento de competitividade do setor produtivo, o alívio no orçamento familiar e de governos e o aumento da arrecadação pública. Há também os conhecidos ganhos ambientais, como a redução de emissões de gases de efeito estufa, redução de emissão de poluentes prejudiciais à saúde, alívio sobre os recursos hídricos cada vez mais escassos, redução da necessidade de terras para a instalação de usinas de geração de energia elétrica, já que telhados, fachadas, estacionamentos e outras áreas já construídas são aproveitadas para gerar eletricidade a partir do sol. Há ainda diversos outros benefícios estratégicos que, somados, superam, em muito, quaisquer eventuais custos decorrentes da geração distribuída.

Embora este seja um momento oportuno para debater as regras da geração distribuída, o processo de mudança regulatória, prevista para entrar em vigor já em 2020, começou muito antes do tempo. Antes mesmo do próprio mercado se desenvolver e alcançar a maturidade de um segmento econômico consolidado no País. Os números evidenciam com clareza esta situação: há atualmente apenas 170 mil usuários de geração distribuída solar fotovoltaica, num universo de mais de 84,4 milhões de consumidores cativos atendidos pelas distribuidoras de energia elétrica, ou seja, apenas 0,2% do total. São brasileiros e brasileiras que acreditaram no atual modelo regulatório e que, de certa forma, estão ameaçados por uma eventual mudança severa e desequilibrada na regulação.

O recomendável é que mudanças às regras sejam planejadas para ocorrerem apenas quando atingirmos 5% do atendimento da demanda com a geração distribuída, como nos ensinam as boas práticas de mercados internacionais de sucesso no setor. Muitos destes mercados, por sinal, já ultrapassaram as marcas históricas de 1 milhão ou até mesmo de 2 milhões de sistemas operacionais em seus territórios. Ainda estamos muito longe disso.

O Brasil possui menos de 136 mil sistemas de geração distribuída solar distribuída, frutos da livre iniciativa e do empreendedorismo de consumidores, empresários e investidores que acreditaram no potencial transformador desta tecnologia, considerada uma das mais promissoras do setor elétrico mundial. Outro destaque importante: o mercado é descentralizado, com pelo menos um sistema presente em 70% dos municípios brasileiros. As empresas também estão por todo o Brasil: são mais de 12 mil pequenos negócios, espalhados por todas as regiões do território brasileiro, beneficiando o País de Norte a Sul. Estas empresas agregaram, de 2012 até 2018, dezenas de milhares de postos de trabalho ao mercado, mesmo em anos de crise econômica. Só em 2019, serão mais 30 mil novos empregos de qualidade gerados pelo segmento.

Espera-se, portanto, que a agência reguladora cumpra o seu dever legal de promover decisões de equilíbrio ao setor elétrico. Isso inclui a geração distribuída a partir de fontes renováveis, em forte sintonia com os interesses da sociedade brasileira. É preciso evitar retrocessos econômicos, sociais e ambientais, sob pena de fechamento de empresas, perda de credibilidade do mercado e fuga de novos investimentos e empregos. Para tanto, faz-se necessário ajustar as premissas e incorporar os benefícios deixados de fora da análise da Aneel, imprescindíveis que são para o futuro do nosso País. 

Rodrigo Sauaia é CEO da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR); Ronaldo Koloszuk é presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR.

Geração solar cresce 86,6% durante o primeiro semestre, afirma CCEE

A geração de grandes usinas de energia solar no Brasil cresceu 86,6% no primeiro semestre de 2019, apontam dados consolidados no boletim InfoMercado Mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A produção foi de 485 MW médios em comparação aos 260 MW médios entregues ao Sistema Interligado Nacional — SIN no mesmo período do ano passado.

Segundo o levantamento, houve crescimento vertiginoso em alguns estados. A Bahia aumentou sua produção em 88%, ao sair de 92 MW médios nos seis primeiros messes de 2018 para a atual produção de 173 MW médios — sendo o estado com a maior produção de energia solar do país. No Sudeste, Minas Gerais subiu 94,9% a sua representatividade na fonte e, São Paulo, 131%. Ceará, Paraíba e Tocantins começaram a produzir energia solar em 2019.

País dobra capacidade instalada de UFVs

Quanto a potência instalada, a CCEE conta atualmente com 86 usinas de energia solar fotovoltaicaem 2019 em operação comercial, representando acréscimo de 56,4% ante às 55 usinas existentes no primeiro semestre de 2018. Alguns estados também se destacam em relação ao aumento da capacidade instalada. O Ceará salta de apenas 1MW em 2018 para 214 MW; a Paraíba de 27MW para 214 MW e o Tocantins de zero a 5 MW.

O maior produtor de energia solar do semestre, a Bahia, também ampliou a sua capacidade, de 444 MW para 652 MW, crescendo em 46,9%. Destaca-se também Pernambuco, com aumento de 290%, Minas Gerais com 62,2% e São Paulo com 45,7%.

fonte: Udop, com informações do CanalEnergia

Pesquisa: 83,9% dos empresários que possuem o sistema fotovoltaico reduziram os gastos com energia elétrica

Pesquisa do Centro Sebrae de Sustentabilidade, em parceria com a ABSOLAR e a Fundação Seade, revela que, dos empresários que possuem o sistema fotovoltaico, 83,9% reduziram os gastos com energia elétrica Estudo, que será lançado no Congresso The Smarter E South America, às 14h no dia 28/08, na Intersolar 2019 na Expo Center Norte em SP, mostra o início da transição para uma matriz mais limpa de energia nos pequenos negócios A cartilha “Instaladora de Energia Solar Fotovoltaica”, produzida pelo CSS, também será lançada no mesmo evento

O sol é a maior e inesgotável fonte de energia renovável, limpa e sustentável da Terra. Nas últimas décadas, o astro-rei tornou-se um grande aliado da sociedade e dos setores produtivos para geração de eletricidade de forma sustentável.

No Brasil, os pequenos negócios começam a despertar para os benefícios e vantagens que os chamados sistemas de geração distribuída solar fotovoltaica (microgeração e minigeração) promovem nas empresas, sobretudo na redução de custos e ganho de competitividade, além de contribuir com as questões ambientais, sociais e de qualidade de vida.

Empresários deste robusto segmento da economia nacional têm aderido de forma significativa à tecnologia solar fotovoltaica. É o que revela a primeira pesquisa nacional sobre Energia Solar Fotovoltaica e os Pequenos Negócios, realizada pelo Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), em parceria com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e a Fundação Seade.

Foram ouvidos 3.199 empresários de Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). As entrevistas foram feitas por telefone, com empresários dos 26 Estados e do Distrito Federal, que atuam nos quatro principais setores produtivos: agropecuária, indústria de transformação, comércio e serviços, no período de 14 de maio a 15 de julho de 2019. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

A amostra da pesquisa foi baseada no cadastro da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2016). Os resultados da pesquisa são apresentados em três grupos: pequenos negócios que utilizam energia solar fotovoltaica; que conhecem bem energia solar fotovoltaica, mas não a implantaram; e os que não conhecem esta fonte renovável, limpa e sustentável de energia.

O estudo mostra que, dos empresários que possuem o sistema fotovoltaico, 83,9% reduziram os gastos com energia elétrica e mais da metade (60%) pretende investir mais em energias renováveis, sendo que, desses, 47,5% na fonte solar fotovoltaica.

Do total de entrevistados, apenas 0,1% das Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) já instalou o sistema de geração distribuída solar fotovoltaica. Entre esses, mais da metade (51,3%) investiram recursos próprios na implantação. A maioria é composta por homens, de até 40 anos.

Dos usuários da geração distribuída solar fotovoltaica, a maioria (79,4%) não recebeu incentivo fiscal para implantar o sistema. O fornecedor do equipamento foi a principal fonte de assistência técnica para 64,2% dos consumidores. Praticamente todos (96,0%, em média) identificam resultados positivos do investimento.

Embora o uso da energia solar nos pequenos negócios esteja em fase inicial, cerca de 80% dos empresários afirmaram conhecer ou já ter ouvido falar sobre a tecnologia.

Porém, entre os 20% que desconhecem, todos eles afirmaram, de uma forma ou outra, valorizar medidas de estímulo à adoção dos sistemas fotovoltaicos, como redução de impostos; criação de programas federais, estaduais e municipais de incentivo; possibilidade de obter crédito com o excedente de energia gerada; mais linhas de financiamento; e possibilidade de montar consórcios com outras empresas e vizinhos .

“O movimento das Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) de adesão à tecnologia solar ainda é recente e incipiente, porém tende a crescer rapidamente em decorrência da redução dos custos de equipamentos, instalação e manutenção dos sistemas”, afirma Suênia Sousa, gerente do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS).

Os principais resultados desse estudo evidenciam um enorme potencial para expansão do uso da energia solar fotovoltaica no Brasil por meio dos pequenos negócios, desde que superados os principais obstáculos identificados: informação e recursos para investimento. “Esta pesquisa poderá servir como referência para as políticas públicas e privadas, que poderão viabilizar a ampliação do uso desta incrível e abundante fonte de energia renovável, limpa e sustentável nos pequenos negócios, demais setores produtivos, residências e instituições do país”, ressalta Suênia.

Para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, a pesquisa mostra claramente a necessidade de se desenvolver políticas públicas para ampliar o uso da energia solar fotovoltaica nos pequenos negócios no Brasil. “A fonte solar fotovoltaica pode ser uma importante aliada para a redução de custos, o ganho de competitividade e o desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas, que, na prática, são a locomotiva econômica e social do País”, diz.

Os pequenos negócios constituem um segmento vital para o desenvolvimento sustentável brasileiro. Juntos, equivalem a 98,5% das empresas do país, são responsáveis pela geração de 54% dos empregos formais e contribuem com 27% do PIB. São protagonistas relevantes das economias locais em microrregiões, territórios e municípios. Os resultados da pesquisa estão no link http://bit.ly/PesquisaenergiasolarCSS

Cenário brasileiro

O Brasil acaba de atingir a marca histórica de 1 gigawatt (GW) de potência instalada em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica em residências, comércios, indústrias, produtores rurais, prédios públicos e pequenos terrenos, segundo dados de agosto da ABSOLAR.

A energia solar fotovoltaica agrega inúmeros benefícios para o progresso do Brasil, dentre eles: redução de gastos com energia elétrica, atração de investimentos, geração de empregos locais de qualidade, redução de impactos ao meio ambiente, redução de perdas elétricas na rede nacional, postergação de investimentos em transmissão e distribuição e alívio do sistema elétrico em horários de alta demanda diurna, como nos meses de verão.

De acordo com o mapeamento da ABSOLAR, em número de sistemas instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 73,8% do total. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (17,3%), consumidores rurais (5,5%), indústrias (2,8%), poder público (0,6%) e outros tipos, como serviços públicos (0,1%) e iluminação pública (0,01%).

O Brasil possui hoje 93.597 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental a 117.312 unidades consumidoras, somando mais de R$ 5,6 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos ao redor de todas as regiões do País.

O presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, ressalta que o crescimento da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica é impulsionado por fatores importantes como a forte redução de mais de 85% no custo da tecnologia solar fotovoltaica desde 2010 e o excessivo aumento nas tarifas de energia elétrica dos consumidores brasileiros, pressionando o orçamento de famílias e empresas.

“A energia solar fotovoltaica traz liberdade ao consumidor, que já não aguenta mais depender de uma única distribuidora e ainda ter de arcar com aumentos abusivos nas tarifas de energia elétrica”, comenta Koloszuk.

Para Sauaia, este é apenas o começo de uma brilhante trajetória para democratizar o acesso a energia elétrica limpa e renovável, cada vez mais atrativa aos brasileiros. “O Brasil precisa ter uma política de Estado, com marco legal e regulatório estáveis, para ampliar o acesso da população, das empresas e os governos a esta tecnologia estratégica para a redução de custos com sustentabilidade”, afirma.

Divulgação

A divulgação dos dados obtidos pela pesquisa Energia Solar Fotovoltaica e os Pequenos Negócios ocorrerá no painel sobre Geração Distribuída no Brasil no Congresso The Smarter E South America, nesta quarta-feira (28) às 14h, que integra a Intersolar South America 2019. Este é o maior evento do setor de energia solar fotovoltaica da América do Sul, composto por feira de produtos e serviços e o congresso, realizado no período de 27 a 29/08/19 na Expo Center Norte na capital paulista.

Veja os dados da pesquisa no link: http://bit.ly/PesquisaenergiasolarCSS

Cartilha

A cartilha Instaladora de Energia Solar Fotovoltaica, produzida pelo Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), também será lançada na Intersolar South America 2019. A publicação objetiva orientar e apoiar empreendedores que pretendem ingressar nesse mercado. Trata-se de um segmento em franca expansão no Brasil, que precisa contar com empresas qualificadas para atender a demanda de implantação dos sistemas solares fotovoltaicos.

Sobre o Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS)

O CSS é o centro de referência nacional em sustentabilidade para os pequenos negócios do Sistema Sebrae. Sua missão é gerar e disseminar conhecimento sobre este conceito, visando sua inserção na gestão das Microempresas (ME), Empresas de Pequeno Porte (EPP) e Microempreendedores Individuais (MEI). O Centro possui 8 anos de atividades e está localizado em Cuiabá (MT) junto ao Sebrae Mato Grosso. Seu edifício-sede é um laboratório vivo de práticas sustentáveis, premiado e certificado no Brasil e no exterior, que recebeu 74 mil visitantes (brasileiros e de 26 países) e 64 delegações internacionais, entre empresários, autoridades, arquitetos, engenheiros, universitários e pessoas interessadas na causa da sustentabilidade e em ecoinovação. O projeto arquitetônico do prédio foi baseado nas habitações indígenas xinguanas (povo Yawalapitti). Os visitantes participam de um tour guiado ao Centro, que proporciona rico aprendizado em práticas sustentáveis (eficiência energética, gestão de resíduos sólidos, água, consumo responsável, etc). Há 23 estações interativas e demonstrativas com conteúdos desenvolvidos pelo CSS, que utilizam recursos tecnológicos e didáticos, entre eles: realidade aumentada, video mapping, games, bike energy, etc. Este Centro já produziu 655 conteúdos didáticos e técnicos em diferentes formatos (cartilhas, infográficos, vídeos, estudos de tendências, pesquisas, casos de sucesso, relatórios de inteligência, etc), que estão acessíveis no portal: www.sustentabilidade.sebrae.com.br , que alcançou 12,5 milhões de pessoas via redes sociais.

Sobre a ABSOLAR

Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) congrega empresas e profissionais de toda a cadeia produtiva do setor solar fotovoltaico com atuação no Brasil, tanto nas áreas de geração distribuída quanto de geração centralizada. A ABSOLAR coordena, representa e defende o desenvolvimento do setor e do mercado de energia solar fotovoltaica no Brasil, promovendo e divulgando a utilização desta energia limpa, renovável e sustentável no País e representando o setor fotovoltaico brasileiro internacionalmente.

Por Vanessa Maria

Crescimento da energia solar fotovoltaica impulsiona cursos de formação no setor

Segundo a ABSOLAR, o setor gerou mais de 72 mil vagas de trabalho em áreas como instalação, engenharia, projetos e fabricação

Já são mais de 100 programas de treinamentos e qualificação profissional para atender as necessidades do setor no País

A expansão da energia solar fotovoltaica no Brasil tem impulsionado a oferta de cursos profissionalizantes e de especialização em todo o território nacional. Já são mais de 100 programas de treinamentos e qualificação profissional, voltados para atender as demandas do setor. Segundo aAssociação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o setor já proporcionou mais de 72 mil novas vagas de trabalho em áreas como instalação, engenharia, projetos e fabricação, além das demais áreas funcionais de empresas, como administrativo, financeiro, contábil, vendas, logística, jurídico, entre outras.

De acordo com a entidade, a crescente adesão dos consumidores brasileiros à geração distribuída solar fotovoltaica, que dobrou de tamanho em apenas um semestre, saltando de cerca de 50 mil sistemas no final de 2018 para 100 mil instalações em junho deste ano, é vista como uma oportunidade de negócios para muitas empresas e uma importante fonte de renda para trabalhadores, já que os investimentos acumulados no País nesta modalidade superam R$ 5,2 bilhões de 2012 para cá.

Segundo levantamento no setor, há no País mais de 100 programas de treinamentos e qualificação para atender as novas exigências no segmento. No Senai, a procura por cursos de formação em energias renováveis cresceu cerca de seis vezes no primeiro semestre de 2019. A instituição recebeu quase 21 mil matrículas no período, ante 3,5 mil inscrições no ano de 2018. Além do Senai, diversas empresas especializadas em formação e capacitação profissional oferecem cursos em diversas áreas do setor solar fotovoltaico.

Para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, a energia solar fotovoltaica é uma oportunidade de redução de custos aliada à sustentabilidade, disponível tanto para residências, quanto para empresas e governos, capaz de gerar milhares de novos postos de trabalho ao País. “Com avanços na preparação e qualificação dos profissionais do setor, trabalhamos para fortalecer a segurança, o desempenho e a durabilidade dos sistemas solares fotovoltaicos, ampliando a competitividade das empresas, em linha com as expectativas dos consumidores”, esclarece.

Já o presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, lembra que trabalhadores fotovoltaicos experientes não estão disponíveis em todos os mercados ou áreas geográficas do País, havendo uma demanda elevada no setor por mais profissionais capacitados. “Por isso, as qualificações de profissionais vendedores, projetistas, instaladores e inspetores de comissionamento são estratégicas para o setor. É necessário um processo de capacitação contínua, que traga excelência nas áreas técnicas e comerciais. Há diversos cursos disponíveis no País, porém de qualidade bastante diferente”, comenta.

O Coordenador da Força Tarefa de Formação e Capacitação Profissional da ABSOLAR, Siqueira Neto, ressalta que a experiência de trabalho também reduz riscos de problemas na instalação, dado que os sistemas solares fotovoltaicos são complexos, com componentes elétricos e mecânicos, demandando conhecimentos específicos. “Antes de qualquer instalação, as estruturas dos telhados devem ser avaliadas, em alguns casos com a emissão de laudos técnicos, e a infraestrutura elétrica deverá passar por inspeção prévia”, explica.

Pereira Barreto ganhará parque de energia solar

O grupo português, EDP Energias de Portugal, atuará no mercado brasileiro a partir do ano de 2.022, isso após ter firmado um contrato privado com duração de 15 anos com a subsidiária EDP Renováveis Brasil, com sede em São Paulo.

Através de estudos técnicos realizados em locais para possíveis instalação de um parque solar, a empresa brasileira apontou o município de Pereira Barreto como um dos principais do Brasil para instalação de seus equipamentos.

Na última semana, representantes da EDP Renováveis Brasil, estiveram no município e foram recepcionados pelo prefeito Joãozinho que se prontificou dentro de suas possibilidades, no auxílio a empresa no que for necessário.  “Antes de ser prefeito, sou pereirabarretense e sei da importância de um canteiro de obras como este para o nosso município, primeiro pela geração de empregos, por isso fico muito feliz com a visita e escolha de Pereira Barreto pela empresa EDP” disse o prefeito.

Em matéria publicada em Madri na capital da Espanha no último dia 20 de setembro, a empresa portuguesa afirmou que através de sua subsidiária EDP Renováveis Brasil, S.A., assegurou o contrato para venda de energia fotovoltaica que será gerada no município de Pereira Barreto SP, o projeto tem uma capacidade de 199megawhats de produção e entrará em vigor já no início de 2022.

“Este contrato é mais uma prova da importância do Brasil para a estratégia da EDP Renováveis e do grupo no panorama mundial. Esta entrada no mercado brasileiro de energia solar é também uma aposta na diversificação de tecnologias de produção de energia, tendo sempre em conta o papel cada vez mais importante das energias limpas. O Brasil é um mercado prioritário, que nos está a dar boas oportunidades de crescimento”, afirma António Mexia, CEO do grupo EDP.

Ranking Mundial Dos Maiores Fornecedores de Inversores Em 2018

Huawei, Sungrow e SMA foram, nessa ordem, os três maiores fornecedores de inversores em termos de remessas no ano passado, de acordo com um relatório da Wood Mackenzie Power & Renewables.

O trio dominante manteve as mesmas posições desde 2016, com a Huawei garantindo o topo do ranking pelo quarto ano consecutivo. Os analistas da WoodMac disseram que os cinco principais fabricantes de inversores – complementados pela Power Electronics e pela ABB – viram sua participação de mercado cair no ano passado pela primeira vez em seis anos, com os participantes mais dominantes caindo de 62%, em 2017, para 56%. Seus rivais parecem estar ganhando terreno, com a participação de mercado das empresas que ficaram de sexto a décimo na lista melhorando de 15% para 19% no mesmo período.

Embora os volumes globais de vendas de inversores tenham crescido 8% – ano a ano – em 2018, a Huawei viu sua participação de mercado cair 4%, devido à decisão da China de conter os subsídios solares públicos. A importância dessa reviravolta foi refletida por um efeito semelhante de amortecimento nos embarques dos concorrentes domésticos da Huawei, de acordo com o relatório.

Quem vai cair no esquecimento?

“Como os clientes continuam a comprar inversores principalmente com base no preço, e os fornecedores de baixo custo continuam dominando, resta saber quais empresas sairão do mercado de inversores e quais impulsionarão seu crescimento”, escreveram os autores do relatório da WoodMac. “Algumas empresas estão agora procurando diferenciar-se em ofertas residenciais e comerciais, e algumas podem optar por deixar totalmente a produção fotovoltaica em larga escala, como a Schneider Electric fez há vários meses.”

O relatório revelou que a SolarEdge de Israel e a Ingeteam da Espanha entraram no top 10 pela primeira vez, em oitavo e nono lugares, com a Power Electronics e a ABB se tornando a quarta e quinta maiores fabricantes, respectivamente. O sexto e sétimo lugares foram ocupados por Sineng e Goodwe, e outra empresa chinesa, a TBEA Sunoasis, ficou em décimo.

A região da Ásia-Pacífico, mais uma vez, foi responsável pela maior fatia do mercado no ano passado, com cerca de 64% dos embarques totais. “EUA e Canadá tiveram um crescimento de 21% nos embarques de inversores fotovoltaicos, houve aproximadamente 40% de crescimento tanto na América Latina quanto no Oriente Médio e Turquia (MEA), e 50% de crescimento na Europa ”, observou o relatório.

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Este artigo foi traduzido do original em inglês da PV Magazine.