Geração solar cresce 86,6% durante o primeiro semestre, afirma CCEE

A geração de grandes usinas de energia solar no Brasil cresceu 86,6% no primeiro semestre de 2019, apontam dados consolidados no boletim InfoMercado Mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A produção foi de 485 MW médios em comparação aos 260 MW médios entregues ao Sistema Interligado Nacional — SIN no mesmo período do ano passado.

Segundo o levantamento, houve crescimento vertiginoso em alguns estados. A Bahia aumentou sua produção em 88%, ao sair de 92 MW médios nos seis primeiros messes de 2018 para a atual produção de 173 MW médios — sendo o estado com a maior produção de energia solar do país. No Sudeste, Minas Gerais subiu 94,9% a sua representatividade na fonte e, São Paulo, 131%. Ceará, Paraíba e Tocantins começaram a produzir energia solar em 2019.

País dobra capacidade instalada de UFVs

Quanto a potência instalada, a CCEE conta atualmente com 86 usinas de energia solar fotovoltaicaem 2019 em operação comercial, representando acréscimo de 56,4% ante às 55 usinas existentes no primeiro semestre de 2018. Alguns estados também se destacam em relação ao aumento da capacidade instalada. O Ceará salta de apenas 1MW em 2018 para 214 MW; a Paraíba de 27MW para 214 MW e o Tocantins de zero a 5 MW.

O maior produtor de energia solar do semestre, a Bahia, também ampliou a sua capacidade, de 444 MW para 652 MW, crescendo em 46,9%. Destaca-se também Pernambuco, com aumento de 290%, Minas Gerais com 62,2% e São Paulo com 45,7%.

fonte: Udop, com informações do CanalEnergia

Pesquisa: 83,9% dos empresários que possuem o sistema fotovoltaico reduziram os gastos com energia elétrica

Pesquisa do Centro Sebrae de Sustentabilidade, em parceria com a ABSOLAR e a Fundação Seade, revela que, dos empresários que possuem o sistema fotovoltaico, 83,9% reduziram os gastos com energia elétrica Estudo, que será lançado no Congresso The Smarter E South America, às 14h no dia 28/08, na Intersolar 2019 na Expo Center Norte em SP, mostra o início da transição para uma matriz mais limpa de energia nos pequenos negócios A cartilha “Instaladora de Energia Solar Fotovoltaica”, produzida pelo CSS, também será lançada no mesmo evento

O sol é a maior e inesgotável fonte de energia renovável, limpa e sustentável da Terra. Nas últimas décadas, o astro-rei tornou-se um grande aliado da sociedade e dos setores produtivos para geração de eletricidade de forma sustentável.

No Brasil, os pequenos negócios começam a despertar para os benefícios e vantagens que os chamados sistemas de geração distribuída solar fotovoltaica (microgeração e minigeração) promovem nas empresas, sobretudo na redução de custos e ganho de competitividade, além de contribuir com as questões ambientais, sociais e de qualidade de vida.

Empresários deste robusto segmento da economia nacional têm aderido de forma significativa à tecnologia solar fotovoltaica. É o que revela a primeira pesquisa nacional sobre Energia Solar Fotovoltaica e os Pequenos Negócios, realizada pelo Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), em parceria com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e a Fundação Seade.

Foram ouvidos 3.199 empresários de Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). As entrevistas foram feitas por telefone, com empresários dos 26 Estados e do Distrito Federal, que atuam nos quatro principais setores produtivos: agropecuária, indústria de transformação, comércio e serviços, no período de 14 de maio a 15 de julho de 2019. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

A amostra da pesquisa foi baseada no cadastro da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2016). Os resultados da pesquisa são apresentados em três grupos: pequenos negócios que utilizam energia solar fotovoltaica; que conhecem bem energia solar fotovoltaica, mas não a implantaram; e os que não conhecem esta fonte renovável, limpa e sustentável de energia.

O estudo mostra que, dos empresários que possuem o sistema fotovoltaico, 83,9% reduziram os gastos com energia elétrica e mais da metade (60%) pretende investir mais em energias renováveis, sendo que, desses, 47,5% na fonte solar fotovoltaica.

Do total de entrevistados, apenas 0,1% das Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) já instalou o sistema de geração distribuída solar fotovoltaica. Entre esses, mais da metade (51,3%) investiram recursos próprios na implantação. A maioria é composta por homens, de até 40 anos.

Dos usuários da geração distribuída solar fotovoltaica, a maioria (79,4%) não recebeu incentivo fiscal para implantar o sistema. O fornecedor do equipamento foi a principal fonte de assistência técnica para 64,2% dos consumidores. Praticamente todos (96,0%, em média) identificam resultados positivos do investimento.

Embora o uso da energia solar nos pequenos negócios esteja em fase inicial, cerca de 80% dos empresários afirmaram conhecer ou já ter ouvido falar sobre a tecnologia.

Porém, entre os 20% que desconhecem, todos eles afirmaram, de uma forma ou outra, valorizar medidas de estímulo à adoção dos sistemas fotovoltaicos, como redução de impostos; criação de programas federais, estaduais e municipais de incentivo; possibilidade de obter crédito com o excedente de energia gerada; mais linhas de financiamento; e possibilidade de montar consórcios com outras empresas e vizinhos .

“O movimento das Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) de adesão à tecnologia solar ainda é recente e incipiente, porém tende a crescer rapidamente em decorrência da redução dos custos de equipamentos, instalação e manutenção dos sistemas”, afirma Suênia Sousa, gerente do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS).

Os principais resultados desse estudo evidenciam um enorme potencial para expansão do uso da energia solar fotovoltaica no Brasil por meio dos pequenos negócios, desde que superados os principais obstáculos identificados: informação e recursos para investimento. “Esta pesquisa poderá servir como referência para as políticas públicas e privadas, que poderão viabilizar a ampliação do uso desta incrível e abundante fonte de energia renovável, limpa e sustentável nos pequenos negócios, demais setores produtivos, residências e instituições do país”, ressalta Suênia.

Para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, a pesquisa mostra claramente a necessidade de se desenvolver políticas públicas para ampliar o uso da energia solar fotovoltaica nos pequenos negócios no Brasil. “A fonte solar fotovoltaica pode ser uma importante aliada para a redução de custos, o ganho de competitividade e o desenvolvimento sustentável das micro e pequenas empresas, que, na prática, são a locomotiva econômica e social do País”, diz.

Os pequenos negócios constituem um segmento vital para o desenvolvimento sustentável brasileiro. Juntos, equivalem a 98,5% das empresas do país, são responsáveis pela geração de 54% dos empregos formais e contribuem com 27% do PIB. São protagonistas relevantes das economias locais em microrregiões, territórios e municípios. Os resultados da pesquisa estão no link http://bit.ly/PesquisaenergiasolarCSS

Cenário brasileiro

O Brasil acaba de atingir a marca histórica de 1 gigawatt (GW) de potência instalada em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica em residências, comércios, indústrias, produtores rurais, prédios públicos e pequenos terrenos, segundo dados de agosto da ABSOLAR.

A energia solar fotovoltaica agrega inúmeros benefícios para o progresso do Brasil, dentre eles: redução de gastos com energia elétrica, atração de investimentos, geração de empregos locais de qualidade, redução de impactos ao meio ambiente, redução de perdas elétricas na rede nacional, postergação de investimentos em transmissão e distribuição e alívio do sistema elétrico em horários de alta demanda diurna, como nos meses de verão.

De acordo com o mapeamento da ABSOLAR, em número de sistemas instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 73,8% do total. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (17,3%), consumidores rurais (5,5%), indústrias (2,8%), poder público (0,6%) e outros tipos, como serviços públicos (0,1%) e iluminação pública (0,01%).

O Brasil possui hoje 93.597 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia e sustentabilidade ambiental a 117.312 unidades consumidoras, somando mais de R$ 5,6 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos ao redor de todas as regiões do País.

O presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, ressalta que o crescimento da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica é impulsionado por fatores importantes como a forte redução de mais de 85% no custo da tecnologia solar fotovoltaica desde 2010 e o excessivo aumento nas tarifas de energia elétrica dos consumidores brasileiros, pressionando o orçamento de famílias e empresas.

“A energia solar fotovoltaica traz liberdade ao consumidor, que já não aguenta mais depender de uma única distribuidora e ainda ter de arcar com aumentos abusivos nas tarifas de energia elétrica”, comenta Koloszuk.

Para Sauaia, este é apenas o começo de uma brilhante trajetória para democratizar o acesso a energia elétrica limpa e renovável, cada vez mais atrativa aos brasileiros. “O Brasil precisa ter uma política de Estado, com marco legal e regulatório estáveis, para ampliar o acesso da população, das empresas e os governos a esta tecnologia estratégica para a redução de custos com sustentabilidade”, afirma.

Divulgação

A divulgação dos dados obtidos pela pesquisa Energia Solar Fotovoltaica e os Pequenos Negócios ocorrerá no painel sobre Geração Distribuída no Brasil no Congresso The Smarter E South America, nesta quarta-feira (28) às 14h, que integra a Intersolar South America 2019. Este é o maior evento do setor de energia solar fotovoltaica da América do Sul, composto por feira de produtos e serviços e o congresso, realizado no período de 27 a 29/08/19 na Expo Center Norte na capital paulista.

Veja os dados da pesquisa no link: http://bit.ly/PesquisaenergiasolarCSS

Cartilha

A cartilha Instaladora de Energia Solar Fotovoltaica, produzida pelo Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), também será lançada na Intersolar South America 2019. A publicação objetiva orientar e apoiar empreendedores que pretendem ingressar nesse mercado. Trata-se de um segmento em franca expansão no Brasil, que precisa contar com empresas qualificadas para atender a demanda de implantação dos sistemas solares fotovoltaicos.

Sobre o Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS)

O CSS é o centro de referência nacional em sustentabilidade para os pequenos negócios do Sistema Sebrae. Sua missão é gerar e disseminar conhecimento sobre este conceito, visando sua inserção na gestão das Microempresas (ME), Empresas de Pequeno Porte (EPP) e Microempreendedores Individuais (MEI). O Centro possui 8 anos de atividades e está localizado em Cuiabá (MT) junto ao Sebrae Mato Grosso. Seu edifício-sede é um laboratório vivo de práticas sustentáveis, premiado e certificado no Brasil e no exterior, que recebeu 74 mil visitantes (brasileiros e de 26 países) e 64 delegações internacionais, entre empresários, autoridades, arquitetos, engenheiros, universitários e pessoas interessadas na causa da sustentabilidade e em ecoinovação. O projeto arquitetônico do prédio foi baseado nas habitações indígenas xinguanas (povo Yawalapitti). Os visitantes participam de um tour guiado ao Centro, que proporciona rico aprendizado em práticas sustentáveis (eficiência energética, gestão de resíduos sólidos, água, consumo responsável, etc). Há 23 estações interativas e demonstrativas com conteúdos desenvolvidos pelo CSS, que utilizam recursos tecnológicos e didáticos, entre eles: realidade aumentada, video mapping, games, bike energy, etc. Este Centro já produziu 655 conteúdos didáticos e técnicos em diferentes formatos (cartilhas, infográficos, vídeos, estudos de tendências, pesquisas, casos de sucesso, relatórios de inteligência, etc), que estão acessíveis no portal: www.sustentabilidade.sebrae.com.br , que alcançou 12,5 milhões de pessoas via redes sociais.

Sobre a ABSOLAR

Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) congrega empresas e profissionais de toda a cadeia produtiva do setor solar fotovoltaico com atuação no Brasil, tanto nas áreas de geração distribuída quanto de geração centralizada. A ABSOLAR coordena, representa e defende o desenvolvimento do setor e do mercado de energia solar fotovoltaica no Brasil, promovendo e divulgando a utilização desta energia limpa, renovável e sustentável no País e representando o setor fotovoltaico brasileiro internacionalmente.

Por Vanessa Maria

Crescimento da energia solar fotovoltaica impulsiona cursos de formação no setor

Segundo a ABSOLAR, o setor gerou mais de 72 mil vagas de trabalho em áreas como instalação, engenharia, projetos e fabricação

Já são mais de 100 programas de treinamentos e qualificação profissional para atender as necessidades do setor no País

A expansão da energia solar fotovoltaica no Brasil tem impulsionado a oferta de cursos profissionalizantes e de especialização em todo o território nacional. Já são mais de 100 programas de treinamentos e qualificação profissional, voltados para atender as demandas do setor. Segundo aAssociação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o setor já proporcionou mais de 72 mil novas vagas de trabalho em áreas como instalação, engenharia, projetos e fabricação, além das demais áreas funcionais de empresas, como administrativo, financeiro, contábil, vendas, logística, jurídico, entre outras.

De acordo com a entidade, a crescente adesão dos consumidores brasileiros à geração distribuída solar fotovoltaica, que dobrou de tamanho em apenas um semestre, saltando de cerca de 50 mil sistemas no final de 2018 para 100 mil instalações em junho deste ano, é vista como uma oportunidade de negócios para muitas empresas e uma importante fonte de renda para trabalhadores, já que os investimentos acumulados no País nesta modalidade superam R$ 5,2 bilhões de 2012 para cá.

Segundo levantamento no setor, há no País mais de 100 programas de treinamentos e qualificação para atender as novas exigências no segmento. No Senai, a procura por cursos de formação em energias renováveis cresceu cerca de seis vezes no primeiro semestre de 2019. A instituição recebeu quase 21 mil matrículas no período, ante 3,5 mil inscrições no ano de 2018. Além do Senai, diversas empresas especializadas em formação e capacitação profissional oferecem cursos em diversas áreas do setor solar fotovoltaico.

Para o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, a energia solar fotovoltaica é uma oportunidade de redução de custos aliada à sustentabilidade, disponível tanto para residências, quanto para empresas e governos, capaz de gerar milhares de novos postos de trabalho ao País. “Com avanços na preparação e qualificação dos profissionais do setor, trabalhamos para fortalecer a segurança, o desempenho e a durabilidade dos sistemas solares fotovoltaicos, ampliando a competitividade das empresas, em linha com as expectativas dos consumidores”, esclarece.

Já o presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, lembra que trabalhadores fotovoltaicos experientes não estão disponíveis em todos os mercados ou áreas geográficas do País, havendo uma demanda elevada no setor por mais profissionais capacitados. “Por isso, as qualificações de profissionais vendedores, projetistas, instaladores e inspetores de comissionamento são estratégicas para o setor. É necessário um processo de capacitação contínua, que traga excelência nas áreas técnicas e comerciais. Há diversos cursos disponíveis no País, porém de qualidade bastante diferente”, comenta.

O Coordenador da Força Tarefa de Formação e Capacitação Profissional da ABSOLAR, Siqueira Neto, ressalta que a experiência de trabalho também reduz riscos de problemas na instalação, dado que os sistemas solares fotovoltaicos são complexos, com componentes elétricos e mecânicos, demandando conhecimentos específicos. “Antes de qualquer instalação, as estruturas dos telhados devem ser avaliadas, em alguns casos com a emissão de laudos técnicos, e a infraestrutura elétrica deverá passar por inspeção prévia”, explica.

Pereira Barreto ganhará parque de energia solar

O grupo português, EDP Energias de Portugal, atuará no mercado brasileiro a partir do ano de 2.022, isso após ter firmado um contrato privado com duração de 15 anos com a subsidiária EDP Renováveis Brasil, com sede em São Paulo.

Através de estudos técnicos realizados em locais para possíveis instalação de um parque solar, a empresa brasileira apontou o município de Pereira Barreto como um dos principais do Brasil para instalação de seus equipamentos.

Na última semana, representantes da EDP Renováveis Brasil, estiveram no município e foram recepcionados pelo prefeito Joãozinho que se prontificou dentro de suas possibilidades, no auxílio a empresa no que for necessário.  “Antes de ser prefeito, sou pereirabarretense e sei da importância de um canteiro de obras como este para o nosso município, primeiro pela geração de empregos, por isso fico muito feliz com a visita e escolha de Pereira Barreto pela empresa EDP” disse o prefeito.

Em matéria publicada em Madri na capital da Espanha no último dia 20 de setembro, a empresa portuguesa afirmou que através de sua subsidiária EDP Renováveis Brasil, S.A., assegurou o contrato para venda de energia fotovoltaica que será gerada no município de Pereira Barreto SP, o projeto tem uma capacidade de 199megawhats de produção e entrará em vigor já no início de 2022.

“Este contrato é mais uma prova da importância do Brasil para a estratégia da EDP Renováveis e do grupo no panorama mundial. Esta entrada no mercado brasileiro de energia solar é também uma aposta na diversificação de tecnologias de produção de energia, tendo sempre em conta o papel cada vez mais importante das energias limpas. O Brasil é um mercado prioritário, que nos está a dar boas oportunidades de crescimento”, afirma António Mexia, CEO do grupo EDP.

Ranking Mundial Dos Maiores Fornecedores de Inversores Em 2018

Huawei, Sungrow e SMA foram, nessa ordem, os três maiores fornecedores de inversores em termos de remessas no ano passado, de acordo com um relatório da Wood Mackenzie Power & Renewables.

O trio dominante manteve as mesmas posições desde 2016, com a Huawei garantindo o topo do ranking pelo quarto ano consecutivo. Os analistas da WoodMac disseram que os cinco principais fabricantes de inversores – complementados pela Power Electronics e pela ABB – viram sua participação de mercado cair no ano passado pela primeira vez em seis anos, com os participantes mais dominantes caindo de 62%, em 2017, para 56%. Seus rivais parecem estar ganhando terreno, com a participação de mercado das empresas que ficaram de sexto a décimo na lista melhorando de 15% para 19% no mesmo período.

Embora os volumes globais de vendas de inversores tenham crescido 8% – ano a ano – em 2018, a Huawei viu sua participação de mercado cair 4%, devido à decisão da China de conter os subsídios solares públicos. A importância dessa reviravolta foi refletida por um efeito semelhante de amortecimento nos embarques dos concorrentes domésticos da Huawei, de acordo com o relatório.

Quem vai cair no esquecimento?

“Como os clientes continuam a comprar inversores principalmente com base no preço, e os fornecedores de baixo custo continuam dominando, resta saber quais empresas sairão do mercado de inversores e quais impulsionarão seu crescimento”, escreveram os autores do relatório da WoodMac. “Algumas empresas estão agora procurando diferenciar-se em ofertas residenciais e comerciais, e algumas podem optar por deixar totalmente a produção fotovoltaica em larga escala, como a Schneider Electric fez há vários meses.”

O relatório revelou que a SolarEdge de Israel e a Ingeteam da Espanha entraram no top 10 pela primeira vez, em oitavo e nono lugares, com a Power Electronics e a ABB se tornando a quarta e quinta maiores fabricantes, respectivamente. O sexto e sétimo lugares foram ocupados por Sineng e Goodwe, e outra empresa chinesa, a TBEA Sunoasis, ficou em décimo.

A região da Ásia-Pacífico, mais uma vez, foi responsável pela maior fatia do mercado no ano passado, com cerca de 64% dos embarques totais. “EUA e Canadá tiveram um crescimento de 21% nos embarques de inversores fotovoltaicos, houve aproximadamente 40% de crescimento tanto na América Latina quanto no Oriente Médio e Turquia (MEA), e 50% de crescimento na Europa ”, observou o relatório.

Fóton Engenharia trabalha com as mais diversas tecnologias em inversores e painéis fotovoltaicos, fazendo um estudo detalhado para eleger a que melhor atenda às necessidades de cada cliente. Conheça os nossos produtos e solicite um orçamento gratuitamente.

Este artigo foi traduzido do original em inglês da PV Magazine.

REGIÃO SUDESTE DETÉM MAIS DE 45% DOS GERADORES SOLARES INSTALADOS NO BRASIL

Região sudeste detém mais de 45% dos geradores solares instalados no Brasil

Energia solar fotovoltaica

Liderados por Minas Gerais, o estado mais “solar” do Brasil, região reúne quase a metade de todos os sistemas instalados no país.

Por: Ruy Fontes – Redator

Juntos, os quatro estados que compõem a região Sudeste do Brasil; São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, agrupam 45,9% de todos os sistemas fotovoltaicos do país.

Os dados são da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), que regula o segmento de geração distribuída, no qual consumidores produzem sua energia através de geradores próprios e realizam a troca dela com a energia da rede elétrica.

Atualmente, mais de 90 mil brasileiros já adotaram esse modelo em suas casas e empresas, atraídos pela economia na conta de luz e demais vantagens da autogeração.

Os sistemas de geração solar fotovoltaica dominam o segmento desde a sua criação, em 2012 e, hoje, concentram-se em maior número nos estados da região Sudeste.

Minas Gerais vem em primeiro, liderando todo o território Nacional como maior representante da tecnologia, com 18.477 sistemas e mais de 19% de toda a potência nacional instalada.

Em segundo lugar vem São Paulo com seus 15.698 sistemas conectados, respondendo por 12,57% da potência fotovoltaica distribuída no país.

Em menores proporções estão os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, com 5.267 e 2.064 sistemas, respectivamente. Juntos, os quatro estados respondem por 38,16% da geração solar distribuída nacional.

Entre as razões para essa liderança, destacam-se os incentivos oferecidos para a geração distribuída nesses estados, especialmente em Minas Gerais, primeiro a isentar a cobrança do ICMS sobre aenergia solar produzida.

Juntamente a outros fatores que levam mais brasileiros a investirem nas placas solares, como as linhas de financiamento de energia solar e a queda dos preços da tecnologia, essas legislações favoráveis facilitam a decisão de consumidores cansados das altas contas de luz.

E o crescimento neste ano continua forte na região, que respondeu por 14.431 das 31.993 conexões do primeiro semestre de 2019, ano em que o mercado nacional deverá movimentar cerca R$ 5,2 bilhões, segundo estimativa da ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

Ranking Mundial Dos Maiores Fornecedores de Inversores Em 2018

Huawei, Sungrow e SMA foram, nessa ordem, os três maiores fornecedores de inversores em termos de remessas no ano passado, de acordo com um relatório da Wood Mackenzie Power & Renewables.

O trio dominante manteve as mesmas posições desde 2016, com a Huawei garantindo o topo do ranking pelo quarto ano consecutivo. Os analistas da WoodMac disseram que os cinco principais fabricantes de inversores – complementados pela Power Electronics e pela ABB – viram sua participação de mercado cair no ano passado pela primeira vez em seis anos, com os participantes mais dominantes caindo de 62%, em 2017, para 56%. Seus rivais parecem estar ganhando terreno, com a participação de mercado das empresas que ficaram de sexto a décimo na lista melhorando de 15% para 19% no mesmo período.

Embora os volumes globais de vendas de inversores tenham crescido 8% – ano a ano – em 2018, a Huawei viu sua participação de mercado cair 4%, devido à decisão da China de conter os subsídios solares públicos. A importância dessa reviravolta foi refletida por um efeito semelhante de amortecimento nos embarques dos concorrentes domésticos da Huawei, de acordo com o relatório.

Quem vai cair no esquecimento?

“Como os clientes continuam a comprar inversores principalmente com base no preço, e os fornecedores de baixo custo continuam dominando, resta saber quais empresas sairão do mercado de inversores e quais impulsionarão seu crescimento”, escreveram os autores do relatório da WoodMac. “Algumas empresas estão agora procurando diferenciar-se em ofertas residenciais e comerciais, e algumas podem optar por deixar totalmente a produção fotovoltaica em larga escala, como a Schneider Electric fez há vários meses.”

O relatório revelou que a SolarEdge de Israel e a Ingeteam da Espanha entraram no top 10 pela primeira vez, em oitavo e nono lugares, com a Power Electronics e a ABB se tornando a quarta e quinta maiores fabricantes, respectivamente. O sexto e sétimo lugares foram ocupados por Sineng e Goodwe, e outra empresa chinesa, a TBEA Sunoasis, ficou em décimo.

A região da Ásia-Pacífico, mais uma vez, foi responsável pela maior fatia do mercado no ano passado, com cerca de 64% dos embarques totais. “EUA e Canadá tiveram um crescimento de 21% nos embarques de inversores fotovoltaicos, houve aproximadamente 40% de crescimento tanto na América Latina quanto no Oriente Médio e Turquia (MEA), e 50% de crescimento na Europa ”, observou o relatório.

Fóton Engenharia trabalha com as mais diversas tecnologias em inversores e painéis fotovoltaicos, fazendo um estudo detalhado para eleger a que melhor atenda às necessidades de cada cliente. Conheça os nossos produtos e solicite um orçamento gratuitamente.

Este artigo foi traduzido do original em inglês da PV Magazine.

Energia solar irá levar água potável a comunidade indígena no Amazonas

Com uma geração de energia 100% limpa e gratuita, as placas solares são muito utilizadas em projetos de atendimento a comunidades indígenas na Amazônia.

Na cidade amazonense de Maués, por exemplo, cinco comunidades indígenas serão beneficiadas com um sistema de abastecimento de água potável movido a energia solar.

O projeto faz parte do programa de Saneamento integrado de Maués (Prosaimaués), coordenado pelo Governo do Amazonas, por meio da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE).

Serão cinco poços tubulares que atenderão com água potável ao banheiro e as torneiras a serem construídos entre os povoados, além de um sistema de saneamento.

Placas solares fotovoltaicas, as mesmas utilizadas em kits de energia solar residencial, serão as responsáveis por gerar a energia necessária para o sistema de bombeamento da água.

Através da conversão direta da luz do sol em eletricidade, essas placas funcionarão em conjunto com banco de baterias para a utilização da energia também em períodos noturnos.

Impactados pelos períodos de seca, quando os níveis do rio Maués Açu diminuem e interferem no abastecimento e qualidade da água, esses povoados agora poderão ser beneficiados por esse projeto não só social, mas também sustentável.

As comunidades indígenas atendidas, todas da etnia Sateré Mawé, serão a Monte Salém, Novo Belo Horizonte, Terra Nova, Boas Novas e Sagrada Família.

O projeto em Maués, entretanto, não é o primeiro realizado pelo Prosaimaués, que já entregou outros oito poços na região desde 2017, atendendo as comunidades de Santo Anjo, Livramento I, Livramento II, Nova Liberdade, Santa Izabel, Marau Novo, São Benedito e São Pedro.

Segundo o coordenador do UGPE, o projeto irá levar mais qualidade de vida a essas populações indígenas, que poderão contar com água potável e sistema de saneamento, evitando várias doenças decorrentes da falta disso.

Por Ruy Fontes